Muitas pessoas estão me perguntando se as estórias que coloco aqui são verdadeiras. Tudo que posto no Blog realmente um dia aconteceu comigo. Muitas vezes nos deparamos com fatos engraçados e até mesmo bizarros em nossas vidas. Acredito que quase sempre a ficção copia a vida real. Isso tudo me fez lembrar de um caso que aconteceu comigo há muito tempo tempo e resolvi contar aqui com autorização da minha prima Adriele ( já que a publicação sem aviso prévio poderia provocar até morte rsrsrs)
Eu tinha mais ou menos trezes anos e estava de férias em Curitiba. O passeio no shopping das crianças, que gostavam de ser chamadas adolescente, era clássico. Meu pai deixou o grupo para passar uma tarde brincando no Playland. Estávamos sozinhos e isso era a felicidade. Na hora marcada, todos do lado de fora esperavam meu pai passar para nos buscar conforme combinado. Neste momento, eu comecei a passar mal e não podia ir no banheiro porque meu pai chegaria a qualquer momento e não poderia ficar parado no meio da rua me esperando. Fui aguentando, achando que se trataria de uma dor de barriga passageira. Entramos no carro e a situação ainda estava sob controle. A caminho de casa a dor de barriga foi piorando e sentia uma dor insuportável. Minha prima Adriele, que na época tinha oito anos, se matava de rir ao ver o meu desespero. Ficamos parados em um mega congestionamento e eu já estava a ponto de cometer uma loucura. Parecia que eu estava em trabalho de parto e que iria parir a qualquer momento. Então vi um botequim daqueles bem pé sujo e não pensei duas vezes, pulei do carro e sai correndo em busca de um banheiro.
Quando olhei a pequena Adriele estava no meu pé e continuava rindo descontroladamente.
Pedi rapidamente para usar o banheiro e o funcionário me deu a chave. O banheiro era um puxadinho ao lado do balcão. Minha prima entrou tão rápido que quando coloquei o pé dentro do banheiro ela já estava lá. Que situação. Como ela achava que eu iria resolver meu problema com ela ali?
A grande questão é que como a Adriele ria sem parar, ela estava doida para fazer xixi e se não fizesse naquele momento faria nas calças. E isso era um problema constante. Diversas vezes presenciei momentos dela fazendo xixi nas calças. Ela não queria perder nenhum momento das brincadeiras e palhaçadas e estava sempre rindo, por isso não agüentava e ai já viu né...
Eu e Adriele começamos a brigar para ver quem ia usar o vaso primeiro... a gente gritava trancadas lá dentro... e o bar cheio de homens... até que eu resolvi empurrá-la com força já que era bem maior ... e dominei o vaso rsrss
Finalmente consegui fazer o que era preciso...
Quando vi, Adriele já tinha feito xixi na lata de lixo... deprimente... Mas naquele momento eu não me importava com nada porque estava aliviada. Meu sofrimento tinha acabado até então. Feliz, procurei o papel para me limpar e voltar para casa. Não tinha nada e eu pensei Fu&*#@##...
A única coisa que tinha era um jornal forrando o chão. Pois é, não teve jeito era a única solução para realmente não sair borrada...
Depois de passar por cima dos meus princípios higiênicos, fiquei aliviada e pensei: o pesadelo acabou agora vou dar descarga e me mandar daqui...
Apertei o botão e a água não veio. Como eu ia entregar o banheiro com todo aquele horror no vaso?
Tentei convencer a bobinha da minha prima a sair do banheiro e dizer para o moço que ela tinha cagado e que era preciso uma solução. Mas a garota era esperta e não aceitou meu grande plano. Novamente começamos uma discussão que com certeza era ouvida do lado de fora do bar...
Depois de muito tempo pra tomar coragem sai do banheiro e perguntei a um dos funcionários:
- moço a descarga não está funcionando?
Antes mesmo de responder ele se virou e pegou balde já cheio d’água e vinha em direção do banheiro. Eu dei um salto na frente e disse:
- pode deixar que eu mesma faço... (quanta gentileza deste coitado rsrsrs)...
É claro que um balde não foi suficiente e eu sai de lá fugida com a Adriele aos prantos de tanto rir...
Por fim passados mais de dez anos essa estória ainda rende boas risadas principalmente em reuniões familiares já que tem sempre um que resolve relembrá-la. Eu e Adriele continuamos cumplices do que aconteceu nesse dia e as vezes é realmente dificil acreditar que vivemos tudo isso.
Hoje a Adriele não faz mais xixi nas calças, nem na cama, muito menos no lixo mas continuamos gargalhando juntas da vida...